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Cooperação e Inserção Social


Cooperações Nacionais

Desde a sua criação o programa de Medicina Tropical tem relevância nas cooperações nacionais e contribui para a formação de mestres e doutores em várias partes do Brasil.

Os intercâmbios institucionais do Programa de Pós-graduação Stricto sensu em Medicina Tropical do Instituto Oswaldo Cruz (PGMT/IOC/Fiocruz) com outras Instituições de pesquisa e de ensino superior têm sido constantemente renovados. Na década de 80, o Programa manteve importante intercâmbio com a Universidade Federal do Amazonas e com o Instituto de Medicina Tropical de Manaus, atual Fundação de Medicina Tropical do Amazonas, contribuindo na titulação de mestres e doutores naquele estado.

No final da década de 90, em parceria com a Universidade Federal do Piauí, o Programa formou cinco mestres e, posteriormente, já em 2000, quatro doutores. No final da década de 90 e início de 2000, manteve mestrado interinstitucional regular (Minter) e um Procad com a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, titulando nove mestres e quatro doutores, até 2007. Os intercâmbios contribuíram para que a Universidade criasse sua Pós-graduação em Doenças Infecciosas e Parasitárias. No triênio 2007-2009, um ciclo de atividades conjuntas com a Universidade Federal do Pará e com o Instituto Evandro Chagas daquele estado culminou com a titulação de cinco doutores, professores e pesquisadores daquelas instituições.

Em 2013, o Programa iniciou o Doutorado Interinstitucional (Dinter) com a Universidade Federal do Ceará (UFC). A proposta foi aprovada pela Capes em 2012 e 12 novos doutorandos foram matriculados. No Dinter, docentes do Programa ministrarão disciplinas na Universidade Federal do Ceará e orientarão os estudantes.  A instituição receptora conta com um curso de mestrado em Patologia Tropical e a expectativa é de que a nucleação de doutores na instituição possa fortalecer uma futura proposta de implantação do Programa de doutorado pela Faculdade de Medicina da UFC. Este Dinter formou 10 doutores, titulados em 2017.

Ainda em 2013, o Programa implementou, no conjunto das ações para implantação da Fiocruz no Piauí, o curso de Mestrado em Medicina Tropical sediado em Teresina, em parceria com instituições locais, com destaque para o Instituto de Doenças Infecciosas Natan Portela. Desde então, foram formados  41 mestres.  

Em 2016 o Programa em conjunto de ações com a Fiocruz Amazonas (Institudo Maria e Leônidas Deane), iniciou uma turma de doutorado em conjunto com as demais Pós-graduações do Instituto. 

Em 2019 o Programa em conjunto de ações com a Fiocruz Rondônia, iniciou uma turma de doutorado em conjunto com as demais Pós-graduações do Instituto.

No ano de 2020, além das seleções de mestrado e doutorado que ocorrem anualmente, o programa realizou duas seleções importantes: (i) chamada especial para mestrado e doutorado visando contribuir com informações importantes para pandemia de COVID-19 com o apoio da CAPES a PGMT contribui com a formação de profissionais de saúde de diversas localidades do Brasil  e (ii) acordo de Cooperação Técnica firmado com o Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcante (HEMORIO) visando à formação de mestres e doutores, bem como a implementação de técnicas e levantamento de dados uteis para o SUS.

Cooperações Internacionais

O Programa de Pós-graduação Stricto sensu em Medicina Tropical do IOC/Fiocruz tem inserção internacional no contexto da cooperação solidária do Brasil com os países africanos de língua portuguesa e latino-americanos. Exercida, na área de saúde, através da Fiocruz, a cooperação Sul-Sul representa um novo modelo de cooperação internacional, pautado por ações de fortalecimento de capacidades locais e pela formação de recursos humanos demandada pelo país receptor.

É neste contexto que se destaca a formação, entre 2011 e 2012, pelo Programa, de uma turma de virologistas moçambicanos, selecionados pelo Instituto Nacional de Saúde de Moçambique, para receber treinamento na área de diagnóstico e caracterização molecular de vírus, com o objetivo de implantar laboratórios assistenciais e de pesquisa naquele país. Os estudantes desenvolveram dissertações nas áreas de poliomielite, sarampo, viroses respiratórias, diarreias e meningites virais, doenças endêmicas em Moçambique.

O Programa participa, ainda, da Pós-graduação em Ciências da Saúde, em Maputo, por um consórcio de Programas do Instituto Oswaldo Cruz, enviando docentes para ministrar disciplinas e orientar alunos em Moçambique. O Programa recebe, ainda, estudantes de Angola, ainda que de forma não sistematizada.

A outra vertente de cooperação ocorre com os países latino-americanos. O corpo discente conta com alunos da Bolívia, Peru, Colômbia, Haiti, Equador e Panamá, desenvolvendo teses e dissertações nas diferentes áreas da Medicna Tropical. Parte dos alunos tem financiamento pelo programa PEC-PG (Programa Estudante Convênio do Ministério das Relações Exteriores), TWAS (THE WORLD ACADEMY OF SCIENCES) e parte recebe bolsas custeadas pelos países de origem.

Em 2019 o Programa em conjunto com outras Pós-graduações do Instituto, iniciaram uma turma DOUTORADO EM CIÊNCIAS DA SAÚDE – COOPERAÇÃO INTERNACIONAL FIOCRUZ/FOCEM-MERCOSUL).

Além dos convênios, pesquisadores da América Latina tem um grande interesse em fazer o mestrado e/ou doutorado em Medicina Tropical. 

As cooperações internacionais também é um ponte relevante, pois os docentes colaboram com Segue abaixo a lista de instituições internacionais que os docentes da PGMT possuem colaborações:

- Agence Régionale de la Santé (Guiana Francesa)
- ANRS (French Agency dor Research on AIDS and Viral Hepatitis) – França
- CDC / Fort Collins - Colorado - EUA 
- CDC / San Juan - Porto Rico 
- Centre Hospitalier Andrée Rosemon (CHAR) (Guiana Francesa)
- CIATEJ-México 
- Colorado State University, EUA
- Department of Sexual and Reproductive Health and Research (SRH). WHO - Genebra- Suiça.
- École des Hautes Études en Santé Publique - EHESP (França)
- Emory University – EUA
- Foundation of Scientific Research Suriname (SWOS)
- Georgetown University – USA
- Hospital Central de Mendoza – Argentina
- Institute de Recherche pour le Development - IRD (França)
- Instituto de Higiene e Medicina Tropical – Portugal
- Instituto Italiano de Tecnologia - Itália
- Instituto Nacional de Enfermedades Infecciosas/ ANLIS “Dr Carlos G. Malbrán, Buenos Aires, Argentina
- Instituto Nacional de Enfermedades Virales Humanas Dr. Julio I. Maiztegui - INEVH - Argentina    
- Instituto Pasteur - França 
- Instituto Pasteur (Guiana Francesa)
- International Agency for Research on Cancer - World Health Organization – França
- Johns Hopkins University – USA
- La Jolla Intistute for Immunology - USA.
- Lancaster University - Inglaterra
- Leiden University Medical Center (LUMC-Holanda
- London School of Tropical Medicina and Hygiene
- Medical College/Children’s Hospital of Wiscousin – USA
- Medizinische Hochschule Hannover - Alemanha
- National Institutes of Health – USA
- National Malaria Programme of Suriname
- National Reference Centre for Tropical Infectious Diseases – Alemanha
- Naval Medical Research Unit – Peru
- OPAS - Red Interamericana de Vivienda Saludable - Instituto Nacional de Higiene, Epidemiología y Microbiología – Cuba
- Organização Mundial de Saúde (OMS)– Suíça
- Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) - Washington- EUA
- PENTA Foundation - Itália  
- Public Health England Porton Down (PHE) - Inglaterra
- Research Institute Pour Le Développement, (Marselha, França)
- The University of Sydney – Austrália
- The University of Vermont – USA
- UCLA Medical Center, EUA.
- Universidad de Buenos Aires – Argentina
- Universidad de la República, Uruguai
- Universidad de Sevilha - Espanha
- Universidad Del Valle – Colombia
- Universidad Nacional de Córdoba – Argentina
- Universidade de Bologna, Itália
- Universidade de Heidelberg · Alemanha. 
- Universidade de Lisboa – Portugal
- Universidade de Mangalore – Índia
- Universidade de Munster, Alemanha
- Universidade de Tokyo - Japão
- Universidade Los Andes. Colombia
- Universidade Stellenbosch , África do Sul
- Università degli Studi di Roma Tor Vergata – Itália
- Université de Guyane – Guiana Francesa
- University Chicago, EUA
- University College London - UCL - Inglaterra
- University Hospital – Espanha
- University of California (UCLA) – USA
- University of Florida – USA
- University of Liverpool – Inglaterra
- University of Texas Medical Branch – EUA
- University of Warwick, Inglaterra
- Walter Reed Army Institute of Research, EUA
- Wayne State University – EUA. 
 

Inserção Social 

Sem qualquer dúvida, o curso desempenha um papel fundamental na formação de mestres e doutores e a excelência da PGMT se reflete também no impacto social que continuadamente tem sido alcançado, graças a um esforço coletivo dos nossos coordenadores, docentes, discentes, egressos e corpo técnico que fizeram e fazem parte do programa. 

O principal resultado econômico da formação de egressos pela PGMT está entre os valores intangíveis no âmbito educacional e social importantes para quadros para a ciência, a tecnologia e a educação com forte inserção no serviço público e privado visando, entre outras coisas, a produção de conhecimentos para a redução das desigualdades em diversos estados brasileiros e propiciando uma recolocação dos alunos formados no mercado de trabalho através de mão-de-obra qualificada para atuar nos diversos setores da área da saúde. Todo este impacto pode ser observado a curto, médio e longo prazo. 

O PGMT pela sua essência sempre se caracterizou por exercer atividades de um profundo impacto econômico e social. Desde sua criação, o programa desenvolve pesquisas em aspectos de integração entre ciência e sociedade, com inserção de professores e discentes em estudos de base comunitária no Brasil. Um dos objetivos do programa “integrar as tecnologias estabelecidas e as inovadoras para pesquisa na área biomédica ao reconhecimento dos determinantes históricos, socioeconômicos, culturais e ambientais das doenças transmissíveis” vai de encontro à inserção da pós-graduação na pesquisa para a resolução dos problemas da sociedade.

O programa realiza atividades de ensino e pesquisa há mais de 25 anos na região do Alto e Médio Rio Negro e na região amazônica e nos últimos 15 anos tem realizado atividades na região do semiárido Nordestino incluindo os estados do Ceará, Piauí e Maranhão, além de desenvolver trabalhos de pesquisa em diferentes áreas geográficas do Brasil e outros países.

Com esta inserção em regiões endêmicas para diversas doenças emergentes e reemergentes tem sido possível aumentar o acesso ao diagnóstico em diversas áreas do país, assim como estimular a participação de docentes e discentes em atividades fora do Rio de Janeiro em regiões com pouca presença institucional. Além da realização de pesquisas e trabalhos de campo em todas as regiões brasileiras, a PGMT tem formado mestres e doutores em toda a geografia nacional.

Um dos objetivos do programa “integrar as tecnologias estabelecidas e as inovadoras para pesquisa na área biomédica ao reconhecimento dos determinantes históricos, socioeconômicos, culturais e ambientais das doenças transmissíveis” vai de encontro à inserção da pós-graduação na pesquisa para a resolução dos problemas da sociedade.

A PGMT interage com grupos que realizam pesquisas de base comunitária no entorno da Fiocruz, em comunidades com baixo índice de desenvolvimento urbano no Rio de Janeiro, na Amazônia, no Nordeste e mesmo fora do Brasil, como na África e na América Latina.

Esta atuação transcende a questão da solidariedade e se coaduna aos princípios do SUS: universalidade, integralidade e equidade nos 32 serviços e ações de saúde por um lado, e por outro, seus princípios organizacionais que são a descentralização, a regionalização, a estruturação e formação e capacitação da rede de saúde e o incentivo à participação social. Desde sua fundação, o Programa de Medicina Tropical desenvolve pesquisas em aspectos de integração entre ciência e sociedade, com inserção de professores e discentes em estudos de base comunitária no Brasil.

No Rio de Janeiro, o Curso "Saúde Comunitária: Uma Construção de Todos", realizado em localidades e em outras regiões vulneráveis desenvolve pesquisas de campo envolvendo teses de Doutorado e dissertações de Mestrado, sobre doenças negligenciadas (parasitoses intestinais e tuberculose) através de estudo imunoepidemiológico e ambiental em parceria com moradores e o SUS (UBS e/ou Clínicas da Família), abordando prevalência, inter-relação entre as doenças e a influência de aspectos nutricionais, ambientais, culturais e educacionais.

O curso contribui para produtos aplicáveis ao SUS a fim de aprimorar as práticas dos profissionais de saúde nestes territórios, visando ao enfrentamento das doenças negligenciadas, bem como contribuir para o entendimento do processo de determinação social destas doenças e seu impacto na estratégia de saúde da família, contribuindo para a melhoria do acesso e humanização dos serviços no SUS. 

A experiência acumulada em territórios vulneráveis do estado do Rio de Janeiro, na Região Sudeste, serviu de base para o desenvolvimento de pesquisas simultâneas na Região Amazônica, no Município de Benevides/PA e na Região Nordeste no Município de Madalena, no Sertão Central do Estado do Ceará; áreas muito pobres e castigadas não só pelas dificuldades de acesso a serviços prioritários (saúde e educação), bem como pela seca histórica no Nordeste.

Estes projetos vêm estimulando e permitindo o engajamento da população na construção de conhecimentos relacionados à prevenção e à adoção de medidas profiláticas integradas alcançadas por meio da participação social, compartilhada com a corresponsabilidade das autoridades locais, visando ao bem comum. Mais recentemente, foram realizados estudos nas comunidades rurais do município de Picos-PI e periurbanas do município de Caxias no Maranhão, que apresentam características semelhantes e cujas crianças em idade escolar sofrem com estas doenças, com o acesso precário aos serviços e com o despreparo dos profissionais em saúde e educação para lidar com a situação. Estudos que se relacionam a esta temática em comunidades da zona rural do Estado do Piauí e em comunidades periurbanas tradicionais na área do Parque Nacional da Chapada das Mesas, do Estado do Maranhão vêm sendo realizados.

Além destas atividades, o programa conta com o desenvolvimento de atividades de campo voltadas para vetores de doenças negligenciadas, tais como as arboviroses e a leishmaniose, realizando pesquisas de vigilância em diferentes municípios do Rio de Janeiro, Piauí e regiões do Amazonas. Essas atividades de vigilância contam ainda com ações de educação em saúde desenvolvidas nos projetos através de feiras, exposições e atividades desenvolvidas junto à comunidade.          
 

*Atualizado em 09/09/2021.

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